A disfunção erétil pode ser o resultado de um ou vários fatores contribuintes e ter origem orgânica, psicológica e, ainda, se dar devido ao uso de drogas ou medicamentos.

As causas de origem orgânica, ou física, incluem o processo natural de envelhecimento, bem como problemas causados por doenças ou acidentes. Entre as causas psicológicas mais comuns estão os conflitos de relacionamento, o estresse e a depressão. Já o uso de medicamentos como, por exemplo, os anti-hipertensivos e os antidepressivos também podem causar a impotência.

A disfunção erétil pode ser tratada com o uso de medicamentos e prevenida através de mudanças no estilo de vida, com uma dieta balanceada e exercícios físicos regulares.

Quais são as possíveis causas da disfunção erétil?

As causas da disfunção erétil são as mais variáveis, podendo ocorrer por fatores físicos e orgânicos, fatores psicológicos ou em decorrência do uso de drogas ou alguns tipos de medicamentos.

Para prescrever o melhor tratamento, o profissional médico deve analisar quais as causas que provocaram a impotência, tomando as medidas preventivas e curativas necessárias. Dessa maneira, o paciente pode novamente gozar de boa saúde sexual, mantendo relações sexuais plenas e satisfatórias.

A medicina classifica normalmente as causas de disfunção erétil em razão de sua abrangência nas áreas mais conhecidas. Na maior parte dos homens que sofrem de impotência, as causas se apresentam como uma combinação de fatores contribuintes para a situação. Muito raramente, um homem com impotência sofre do problema por uma só causa orgânica ou por apenas um problema psicológico.

Além disso, as causas orgânicas que provocam a disfunção erétil podem gerar causas psicológicas, mesmo depois de curadas, principalmente, pelo medo de fracasso durante a relação sexual.

Causas físicas da disfunção erétil

Com relação às causas físicas da disfunção erétil, podemos considerar diversos sinais, como as consequências normais do envelhecimento ou problemas causados por doenças ou acidentes.

Muitas vezes, o médico pode encontrar pistas sobre as causas que provocam a impotência no estilo de vida do paciente afetado, como o tabagismo, o uso de bebidas alcoólicas, a obesidade, a alimentação inadequada e a vida sedentária, que se mostram como os principais fatores de risco, além de lesões na espinha ou na pélvis, que são mais raras.

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1- Envelhecimento: principal causa para a impotência


A principal causa para a impotência é o envelhecimento. Entre homens na faixa de 30 anos de idade, pelo menos 3% são afetados pela disfunção sexual. Contudo, a partir dos 60 anos, pelo menos metade deles apresenta esse problema.

Nos mais jovens a disfunção sexual pode ser resultado de situações de estresse. Já, nos idosos, as causas normalmente são de origem física, porque, existe maior propensão ao desenvolvimento de doenças próprias da idade, que podem afetar o desempenho sexual.

Entre essas doenças comuns na velhice, é necessário considerar os problemas cardiovasculares e as doenças metabólicas, que apresentam forte impacto sobre a capacidade de ereção. Em certos casos, a disfunção erétil também pode ser decorrente de efeitos colaterais de uma medicação, já que, quanto mais idosa se torna uma pessoa, maior é a necessidade de medicamentos para manter a saúde.

2 - Doenças cardiovasculares e sua relação direta com a disfunção sexual


As doenças cardiovasculares não são apenas uma das causas da impotência, mas também uma consequência de hábitos de vida não tão saudáveis, podendo ser evitadas através de exercícios físicos e de alimentação equilibrada.

As doenças cardiovasculares criam as condições desfavoráveis para a ocorrência da disfunção erétil, em razão da associação com os fatores de risco, como o tabagismo, a obesidade, uma dieta rica em gordura e a falta de atividades físicas.

Uma pessoa que comece a apresentar disfunção erétil deve procurar ajuda médica e analisar as suas condições de saúde, já que se trata de um sinal de alerta para doenças cardiovasculares ainda não detectadas.

É importante destacar que, nesse caso, deve haver um tratamento diferenciado, uma vez que determinados medicamentos podem oferecer riscos para o sistema cardiovascular. Em certos casos, o tratamento dos problemas cardiovasculares pode trazer a normalização da vida sexual. Ao se cuidar de casos de hipertensão, de vasoconstrição, de calcificação vascular, entre outros, evita-se riscos de ataque cardíaco ou de acidente vascular cerebral, ao mesmo tempo, faz com que o paciente retome as suas atividades sexuais normais.

3 - Aterosclerose: danos nos vasos que provocam disfunção erétil


A aterosclerose é uma doença crônica inflamatória, caracterizada pela formação de placas, ou ateromas, dentro dos vasos sanguíneos, afetando todo o sistema vascular do organismo e, principalmente, os vasos sanguíneos do pênis, impedindo a circulação do sangue e, consequentemente, a ereção.

Quando o organismo está saudável, o homem apresenta uma ereção normal e estável, com o sangue fluindo para as veias do pênis e enchendo os dois campos cavernosos, acumulando o sangue e possibilitando que a ereção seja alcançada.

Na ocorrência de aterosclerose, os vasos sanguíneos do pênis apresentam estrangulamentos, ou estenose, resultando na redução do fluxo sanguíneo e não permitindo uma ereção completa.

4 - Diabetes, uma das causas da disfunção erétil


O diabetes mellitus é uma doença que aumenta os níveis de glicose no sangue, criando diversos problemas orgânicos. Os altos índices de glicose não utilizados pelo organismo, em princípio, reagem com os vasos sanguíneos, provocando sérios danos ao longo do tempo.

Além dos vasos sanguíneos, o diabetes também provoca danos nos nervos, reduzindo a sensação da pele, incluindo a região genital, que se torna menos receptiva à estimulação.

O diabetes impede a dilatação dos vasos sanguíneos pelos danos provocados às suas paredes, impedindo que o sangue possa circular livremente e preencher os campos cavernosos do pênis, deixando as veias mais apertadas e menos maleáveis. Com essa condição e com as alterações provocadas no sistema nervoso, os diabéticos, com bastante frequência, são afetados pela disfunção sexual.

O sistema nervoso prejudicado pelo diabetes atrapalha o bom funcionamento das glândulas sexuais, impedindo a produção de testosterona, situação que contribui para a limitação da capacidade de ereção.

A disfunção sexual pode atingir tanto pessoas portadoras de diabetes tipo 1 quanto de diabetes tipo 2. Para evitar as consequências da doença, é necessário que o diabético mantenha o controle sobre os níveis de açúcar no sangue, seguindo corretamente a terapia médica indicada e, na necessidade de tratamento para a impotência, conversar com o seu médico sobre a melhor forma de cuidar dos dois problemas, a disfunção erétil e o diabetes.

5 - Hipertensão, um dos fatores que provocam a disfunção erétil


A hipertensão, ou pressão arterial elevada, pode ser resultado de danos vasculares e trazer prejuízos ao organismo. A hipertensão é um problema que está associado à disfunção erétil, porque alguns medicamentos indicados para hipertensos podem ocasionar casos de impotência, principalmente os betabloqueadores, além de certo diuréticos.

Existem medicamentos alternativos para o tratamento da hipertensão que, comprovadamente, reduzem os casos da disfunção erétil, como os alfa-bloqueadores. Embora não eliminem totalmente a possibilidade de causar impotência, esses medicamentos aliviam o problema.

Em muitos casos, a hipertensão pode ser normalizada com a mudança do estilo de vida, com a redução do teor de sal na alimentação e uma dieta com reduzidos níveis de gordura, acompanhada de atividade física frequente e redução do peso físico.

Se o paciente hipertenso tiver resultados com essas medidas, provavelmente também estará eliminando o problema de disfunção erétil, não havendo a necessidade de medicamentos para a impotência, que podem provocar a elevação da pressão arterial como efeito colateral.

6 - Hiperlipidemia: afeta o sistema vascular e provoca disfunção erétil


Uma pessoa com hiperlipidemia é aquela que apresenta concentração bastante elevada de colesterol no sangue. A presença do colesterol ruim, ou LDL, é um dos principais causadores de danos nos vasos sanguíneos, podendo provocar impotência sexual.

Vale lembrar que a presença do colesterol bom, ou HDL, é importante para o organismo, mesmo com níveis mais elevados. A prática de esportes e um estilo de vida saudável, com dieta equilibrada, possibilitam eliminar o colesterol ruim e manter o colesterol bom, trazendo a normalidade ao organismo.

O colesterol ruim, LDL, é o grande responsável pelos danos vasculares, podendo ser evitado com a redução de consumo de gordura, eliminação de bebidas alcoólicas e de fumo. Sua presença em altos níveis, além dos danos vasculares, também pode desenvolver o hipotireoidismo e o diabetes tipo 2 que, como já vimos, é uma das doenças causadoras de disfunção sexual.

O colesterol ruim favorece a ocorrência de inflamação no pâncreas, mantendo ainda níveis elevados de triglicerídeos, criando condições de sérios danos vasculares que, fatalmente, irão atingir os vasos sanguíneos da região genital e do pênis, impedindo a livre circulação sanguínea e a ereção normal.

7 - Impotência devido a um estilo de vida não saudável


Hábitos não saudáveis de vida e excessos cometidos afetam não apenas o corpo, prejudicando o organismo e também a saúde mental. Um dos bons exemplos é o consumo excessivo de álcool que, na maior parte das vezes, provoca disfunção erétil.

O consumo de bebidas alcoólicas por muito tempo pode prejudicar não apenas as funções hepáticas, como causar lesões cerebrais e no sistema nervoso, prejudicando todo o organismo. Inclusive, pode causar danos aos vasos sanguíneos e à produção de testosterona, levando o alcoólico a uma impotência permanente.

O tabagismo e a disfunção erétil estão relacionados, uma vez que fumar provoca a constrição dos vasos sanguíneos, podendo levar ao seu entupimento e, consequentemente, também à disfunção erétil. As toxinas provenientes do tabaco provocam o endurecimento das artérias, reduzindo a capacidade de ereção. Uma pessoa que fuma até 10 cigarros diariamente aumenta em 27% suas chances de se tornar impotente, enquanto mais de 20 cigarros por dia podem elevar essas possibilidades a 62% em relação a uma pessoa que não fuma.

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8 - Obesidade, um fator de risco para a disfunção sexual


A obesidade e o sobrepeso, por si só, já são fatores de risco para a disfunção sexual, além de ser um problema associado a diversas outras doenças, como o diabetes, a hipertensão, o excesso de lipídeos no sangue e todos os problemas decorrentes dessas condições físicas desfavoráveis.

Nas células de gordura, a enzima aromatase converte a testosterona, o hormônio sexual masculino, em estrogênio, o hormônio sexual feminino. Dessa forma, quanto mais obesa for uma pessoa, maior será o seu nível de estrogênio e essa situação leva a distúrbios sexuais, como a disfunção erétil. A perda de peso pode melhorar de maneira significativa os problemas de impotência devido à obesidade, bem como os fatores de risco associados ao excesso de peso.

9 - Doenças na próstata e suas consequências para a disfunção erétil


A próstata é o órgão masculino responsável pela produção do sêmen, o líquido que transporta os espermatozoides. Sendo localizada na cavidade pélvica, a próstata envolve a uretra do homem, na qual se encontram os nervos responsáveis pelo controle da ereção. As doenças na próstata, em decorrência dessa estreita ligação, podem provocar danos nos nervos e conduzir à disfunção erétil.

Uma das doenças da próstata é a prostatite, inflamação no órgão provocada pela bactéria intestinal Escherichia coli. Pelo menos 10% dos homens podem sofrer de prostatite, ao menos uma vez na vida. A prostatite provoca dor durante a relação sexual e na ejaculação, afetando as funções eréteis.

Outro problema que pode ocorrer é a hiperplasia prostática benigna, muitas vezes provocando a disfunção erétil, embora possa não ser a sua causa direta. A hiperplasia da próstata ocorre em consequência de alterações na concentração de óxido nítrico na próstata e no músculo liso do pênis. Isso aumenta a atividade da endotelina, o mensageiro químico responsável pela contração dos vasos, e impede a circulação do sangue na próstata e no pênis. A relação entre a hiperplasia da próstata e a impotência é a mesma que ocorre na prostatite.

Por último, o câncer da próstata também é uma das causas da disfunção erétil. O câncer nesse órgão deve ser removido cirurgicamente, com posterior terapia de radiação, com elevada intensidade de ultrassom e quimioterapia que podem levar à impotência parcial ou completa, principalmente quando a remoção do tumor envolve a retirada de fibras nervosas importantes e necessárias para a ereção.

10 - Doenças endócrinas e a disfunção sexual


Doenças endócrinas podem afetar o sistema hormonal do organismo masculino. As funções sexuais normais dependem dos níveis adequados de hormônios, principalmente os sexuais. É importante salientar que os níveis de hormônios sexuais masculinos diminuem consideravelmente com a idade, não sendo essa, normalmente, uma condição patológica e sim orgânica.

Contudo, existe uma doença denominada hipogonadismo de início tardio, ou LOH, que pode levar à redução dos níveis de andrógenos. Além disso, problemas com as gônadas, as glândulas sexuais, podem levar a alterações na tireoide e na hipófise, que, por sua vez, levam à disfunção erétil.

11 - Acidentes e lesões que podem levar à disfunção erétil


Acidentes na região dos segmentos de T6 a L2 podem provocar lesões na medula espinhal, levando à disfunção sexual. Nesses casos, os inibidores de PDE-5 podem oferecer bons resultados, como, entre outros, o Viagra. Quando acidentes acontecem nos segmentos S2 a S5, no entanto, a impotência ocorre de forma permanente, não havendo qualquer tratamento que possa revertê-la.

Fraturas na bacia pélvica, por sua vez, são frequentemente associadas a lesões na uretra e nas estruturas adjacentes, podendo provocar danos nos nervos do pênis, havendo também sérios riscos durante a reconstrução da pélvis. Cirurgias exigidas para a região pélvica também podem provocar danos nos nervos penianos, levando a disfunção erétil.

12 - Outras condições médicas que podem provocar disfunção erétil


Além das doenças apresentadas que podem provocar disfunção erétil ou associações de doenças, que podem levar a essa condição, existem outras situações que podem conduzir o homem à impotência.

As doenças neurológicas normalmente também são responsáveis pela disfunção erétil, como a esclerose múltipla, o mal de Parkinson e a atrofia de múltiplos sistemas. Nesse último caso, podemos destacar a síndrome de Shy-Drager, que afeta principalmente o sistema nervoso autônomo.

Contudo, é necessário um diagnóstico completo sempre que o paciente apresentar disfunção erétil e seja portador de uma doença neurológica, uma vez que a conexão nem sempre é óbvia. Existem casos, por exemplo, em que até mesmo problemas hepáticos e renais podem levar à impotência.

13 - Cirurgias e radiação na pélvis podem provocar disfunção erétil


Cirurgias na região da pélvis, como para retirada de câncer da próstata ou para correção da bexiga ou dos intestinos, podem provocar disfunção erétil. No caso de câncer da próstata, as células em torno desse órgão também podem degenerar, levando à disfunção sexual. Além disso, qualquer cirurgia malfeita pode prejudicar os nervos, uma vez que a estrutura nessa região é importante para as funções orgânicas e os componentes como artérias, nervos e ureteres estão muito próximos uns dos outros.

Qualquer cirurgia na região pélvica apresenta altos riscos para a lesão dos nervos, já que se trata de fibras muito finas e que dificilmente diferem entre si, podendo ser danificados durante a cirurgia, o que pode provocar impotência permanente.

A mesma condição se aplica à radiação na pélvis, que pode não apenas eliminar o tecido canceroso, mas também o saudável. Assim, havendo risco de impotência como parte do procedimento, o paciente deve ser informado sobre os riscos do tratamento, podendo decidir pela sua utilização ou não.

Causas psicológicas da disfunção erétil

Em nossa sociedade, a potência masculina é considerada um sinônimo da masculinidade, o que faz com que se entenda facilmente que as causas físicas e psicológicas da disfunção sexual estejam relacionadas.

Grande parte dos casos de impotência são decorrentes de problemas psicológicos associados a causas físicas. Um dos melhores exemplos dessa situação são os casos de depressão.

Entre os principais problemas psicológicos relacionados à disfunção erétil, destacamos os seguintes:

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1 - Conflitos de relacionamento

Os problemas e conflitos de relacionamento entre parceiros pode provocar estresse e apresentar efeitos negativos sobre as funções sexuais, principalmente nos homens. Os conflitos podem ser dos mais diversos, desde diferentes formas de encarar a vida e o futuro, como o casamento e a formação de uma família, até ciúme, infidelidade, doença de um dos parceiros, falha de comunicação entre ambos, etc.

A disfunção sexual pode ocorrer, inclusive, pela falta de confiança na outra parte, quando no início de um relacionamento, desaparecendo assim que se estabelece um vínculo mais profundo.

É preciso também levar em consideração, em determinados casos, a fantasia masculina como fator que pode levar à disfunção sexual, principalmente quando o homem é apreciador de pornografia e se sente pressionado a manter relações sexuais com base em situações inventadas.

Outras situações do mundo moderno também são passíveis de levar o homem a uma disfunção sexual, principalmente quando a mulher representa o sustento da casa. Essa situação, que pode ser normal nos dias atuais, com a mulher trabalhando fora e o homem cuidando da casa e dos filhos, pode gerar conflitos internos no homem, refletindo-se diretamente em sua vida sexual.

Problemas desses tipos podem ser facilmente resolvidos por um terapeuta, um conselheiro matrimonial ou um psicólogo que, através de suas consultas, poderá direcionar melhor a comunicação entre os parceiros, trazendo a vida à normalidade, inclusive com a melhora da condição sexual do homem.

2 - Estresse

É inegável que o estresse demasiado afeta a libido e essa condição já deve ter sido experimentada por muitos homens. Depois de um dia intenso de trabalho, com demasiada pressão por parte dos superiores, o homem pode se sentir tão estressado que não vai conseguir manter relações sexuais normais.

O estresse também pode ser causado por outras situações, como medo de perder o emprego, problemas financeiros, conflito entre parceiros de trabalho e muitas outras. Qualquer condição de estresse pode provocar impotência, tornando-se uma situação ainda mais séria quando o homem se sente fracassado em sua vida e profissão, levando-o à depressão.

4 - Depressão

E, por falar em depressão, essa condição mental está estreitamente ligada à impotência. Independente do estado de saúde, das condições de vida, de situação financeira ou qualquer outro elemento, a depressão pode ser provocada por muitas causas, mas uma de suas consequências mais sérias é a disfunção sexual.

A depressão é considerada uma doença. Pelo que a medicina entende atualmente, é uma situação provocada por alterações no sistema mensageiro químico do cérebro, que impedem a livre circulação de serotonina e de norepinefrina, levando o homem a um estado de exaustão mental e de depressão. Para o tratamento de disfunção erétil em homens com depressão, os cuidados devem ser direcionados antes para as suas condições mentais. Havendo continuidade da disfunção sexual, o médico pode prescrever estimulantes sexuais.

Medicação como causa da impotência

Existem medicamentos que podem afetar as funções sexuais masculinas, tanto física quanto psiquicamente. Antes de fazer uso de qualquer medicamento, o paciente deve conhecer os efeitos colaterais, lendo cuidadosamente a bula, lembrando sempre que nenhum medicamento deve ser usado sem prescrição médica, principalmente os que apresentam efeitos colaterais indesejados.

Havendo riscos com relação à disfunção sexual, a situação deve ser discutida com o médico, procurando alternativas que não apresentem qualquer efeito negativo sobre as funções sexuais. Existem doenças que podem ser curadas com drogas que tenham ingredientes ativos semelhantes e que não prejudicam a vida sexual do paciente.

Na tabela a seguir apresentamos alguns medicamentos que podem trazer riscos para as funções sexuais normais:

Grupos Princípio ativo Aplicação
Amiloride Hidroclorotiazida Diurético
Inibidores de ECA Ramipril, Captopril, Enalapril, Fosiopril, Lisinopril Anti-hipertensivos
Betabloqueadores Atenolol, Bisoprolol, Carvedilol, Nebivolol, Pindolo, Propanolol, Metoprolol Anti-hipertensivos
Antagonistas do cálcio Amlodipina, Verapamil, Diltiazem Anti-hipertensivos
Inibidores da receptação da serotonina Amitriptilina, Ido de Amitriptilina, Clomipramina Antidepressivos
Inibidor seletivo da receptação da serotonina e da noradrenalina Venlafaxina, Dulotexina Antidepressivos
Inibidores CSE Sinvastatina, Fluvastatina, Cerivastatina, Atorvastatina, Pravastatina, Rosuvastatina Redução do colesterol

1 - Andiadrogênicos reduzidos

Os inibidores de 5-alfa-redutase são normalmente prescritos para o tratamento da hiperplasia prostática benigna. Seu uso impede a conversão de testosterona para di-hidrotestosterona, podendo causar problemas de disfunção erétil. Com o uso desses medicamentos, o homem pode apresentar ainda perda de libido, ginecomastia (aumento das mamas) e ejaculação anormal. Os efeitos do medicamento podem ser persistentes, mesmo após o final do tratamento.

2 - Anti-hipertensivos

Os medicamentos anti-hipertensivos são os que mais frequentemente provocam distúrbios sexuais, principalmente os betabloqueadores. Em razão de seus frequentes efeitos colaterais de disfunção erétil, em muitos países, os betabloqueadores estão sendo substituídos por outros fármacos para o tratamento de hipertensão.

3 - Antidepressivos

A depressão, por si só, já é uma das causas bastante frequente de disfunção erétil. Para complicar ainda mais a situação, os medicamentos antidepressivos também trazem riscos para homens com depressão. A maior parte dos medicamentos antidepressivos são inibidores seletivos da receptação de serotonina, podendo provocar perda da libido e impotência durante o tratamento.

Alguns antidepressivos tricíclicos também são causadores de disfunções sexuais, sendo esse um de seus principais efeitos colaterais.

4 - Antagonistas do receptor de dopamina

Os medicamentos antagonistas do receptor de dopamina, utilizado para tratamento de náuseas e vômitos, tem como efeito colateral a disfunção erétil, não podendo ser tomado por mais de 5 dias seguidos. A dopamina é um adversário da prolactina que, nas mulheres aumenta o fluxo do leite, enquanto que, nos homens provoca impotência.

5 - Agentes de emagrecimento

Pelo menos 14% dos casos de disfunção sexual apresentados todos os anos são em consequência de efeitos colaterais de medicamentos redutores de gordura. Os mecanismos de como os princípios ativos provocam a impotência ainda não são totalmente conhecidos, o que obriga os obesos a encontrar outros meios de emagrecer, já que os níveis elevados de lipídeos no sangue também são agentes causadores da disfunção erétil.

Fontes: Publicado em 20 de novembro de 2017.