Zona herpes zósterEmbora o nome "herpes zóster" sugira uma relação com a herpes labial ou genital, na verdade estes vírus são apenas parentes afastados. Contudo, o vírus herpes zóster é o agente causador da varicela, sendo que a zona só se manifesta em pessoas que já tenham tido a primeira doença. A varicela, que geralmente é contraída na infância, é uma doença muito contagiosa mas que em crianças causa poucas complicações. No entanto, após a sua remissão, o vírus permanece latente nos gânglios sensoriais, podendo ser reativado mais tarde, sob a forma de zona. Esta doença ocorre mais frequentemente após os 50 anos, e ao contrário da varicela é uma doença pouco contagiosa.

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Sintomas

A sintomatologia é variada, e inicia-se por uma sensação de dor, formigueiro ou ardência numa zona específica do corpo, sendo mais comum no tronco e mais raramente na face. Algumas pessoas relatam também outros sintomas, dos quais se destacam a febre, calafrios, diarreia, mal estar geral, e eventualmente dificuldades na micção.

Posteriormente a pele da parte do corpo afetada torna-se cada vez mais sensível, sendo incapaz de tolerar o toque de outras pessoas ou até da roupa à sua superfície. Isto compromete o bem estar do doente e inclusivamente o sono. Simultaneamente, e após dois a três dias do início da sintomatologia inicial, dá-se o aparecimento das bolhas características desta patologia, que contêm um líquido transparente no seu interior, e que acabam por rebentar ao fim de aproximadamente cinco dias. De seguida, formam-se crostas no lugar das bolhas, que poderão sarar num período de duas a três semanas, com redução progressiva da dor.

Herpes zóster

O que fazer?

Perante estes sintomas, deverá dirigir-se imediatamente ao médico, para que este faça o diagnóstico conclusivo e indique a melhor terapia para o seu caso.

Posteriormente, aconselha-se o uso de roupa larga e confortável.

Complicações

Quando surge na face, a zona pode provocar problemas oftálmicos, sendo frequente a ocorrência de lacrimejo e perturbação da visão. Em casos mais graves, pode desenvolver-se uma queratite, inflamação da córnea, que poderá comprometer a visão definitivamente.

Após o aparecimento das bolhas, pode dar-se a sua infeção por bactérias oportunistas, que geralmente se caracteriza pelo aparecimento de uma coloração amarela no líquido inicialmente transparente.

Já nos idosos, é frequente que as dores persistam com grande intensidade após o aparecimento das lesões. Esta condição é chamada de neuralgia pós-herpética, e nem sempre se resolve com facilidade.

Na grávida as erupções poderão manifestar-se, mas não há qualquer risco deste vírus provocar problemas ao feto.

No entanto, a maior preocupação relativamente a esta doença recai sobre os indivíduos imunossuprimidos, isto é, doentes que tomem medicação imunossupressora, entre os quais transplantados ou portadores do vírus HIV. Nestas pessoas pode ocorrer disseminação do vírus desde a superfície da pele até aos restantes órgãos, como o fígado, o cérebro ou os pulmões. Nesse caso, poderá haver um risco de morte.

Diagnóstico

Após o aparecimento das bolhas, a zona pode ser facilmente diagnosticada pelo clínico, e distinguida da herpes com base na sua localização ou número e padrão de distribuição.

No entanto a consulta é muitas vezes motivada pela dor que precede o aparecimento das bolhas. Nesse caso, e dependendo da localização dessa dor o médico poderá ter alguma dificuldade em associá-la à zona.

Prevenção e tratamento

De momento, está já disponível uma vacina que reduz a probabilidade do aparecimento desta doença em cerca de 50%, e de desenvolvimento de neuralgia pós-herpética em cerca de dois terços. Esta vacina poderá ser vantajosa em idosos que não ainda não tenham tido episódios de zona, mas que tenham contraído varicela no passado.

Relativamente ao tratamento, existem atualmente 3 antivíricos no mercado: o aciclovir, o valaciclovir, e o famciclovir. Estes medicamentos não permitem eliminar definitivamente o vírus do organismo, mas podem ser úteis no alívio dos sintomas e na redução do tempo de recuperação do doente.

Poderão também ser indicados fármacos anti-inflamatórios, que atuam na redução da dor, inflamação e reduzem o risco de desenvolver nevralgia pós-herpética.

Adicionalmente, alguns anestésicos locais de aplicação tópica, como por exemplo a lidocaína, poderão ser úteis no alívio da dor aguda.

Risco de recidiva

Verifica-se que o risco de sofrer novamente de "zona" é inferior a 4%, sendo que esta percentagem se poderá dever a deficiências imunitárias.