Problemas de saúde causados pelo tabaco

Problemas saúde do tabaco

O tabaco é reconhecido como o principal causador de morte prematura evitável, reduzindo a esperança média de vida em cerca de 10 anos. Isto deve-se ao facto de o tabagismo predispôr o organismo para um leque variado problemas de saúde ou agravar outros de que o fumador possa sofrer.

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Cardiovasculares

A aterosclerose, ou espessamento da parede arterial, é um processo de evolução demorada, mas que pode ser bastante acelerado pelo tabagismo.

Consiste no depósito de colesterol das LDL (lipoproteínas de baixa densidade) entre camadas do tecido arterial, com consequente inflamação e crescimento desse depósito, que forma uma placa aterosclerótica. O tabaco contribui não só para uma desregulação dos níveis sanguíneos de colesterol, baixando os níveis do "bom colesterol" (HDL), mas também predispõe todo o organismo para uma resposta inflamatória mais acentuada.

Numa primeira fase, a aterosclerose encurta o diâmetro dos vasos onde se instala, obrigando o coração a exercer uma maior força de contração para conseguir irrigar eficazmente todo o organismo. Isto resulta num aumento da pressão arterial, a pressão que o sangue exerce nas artérias, que é igualmente lesivo para os vasos, instalando-se assim um ciclo vicioso. Neste caso, também as substâncias presentes no tabaco que entram na circulação sanguínea contribuem para a degradação das paredes dos vasos, acelerando todo este processo.

Por fim, em fases mais avançadas, a placa aterosclerótica pode romper obstruindo completamente a circulação. Dependendo da localização da placa, poderá ocorrer um AVC, enfarte agudo do miocárdio ou um bloqueio periférico.

Alguns componentes do tabaco aumentam a capacidade de coagulação do sangue, o que pode aumentar severamente o risco de sofrer de trombose venosa (obstrução venosa).

Independentemente da idade, os diabéticos e mulheres sob terapia anticoncecional têm um risco trombótico aumentado. Assim, para estas pessoas, o tabagismo torna-se especialmente prejudicial.

Respiratórios

O fumo do tabaco tem efeitos negativos que se alastram a todo o sistema respiratório, desde as cavidades bucal e nasal até aos alvéolos pulmonares.

No caso de sofrer de asma, a ocorrência de crises torna-se mais frequente, e a medicação atual vai-se tornando cada vez menos eficaz.

Ao longo dos anos em que fuma, pode também desenvolver-se a doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC) , que se carateriza por um estado de bronquite crónica, inflamação crónica dos brônquios; e enfisema pulmonar, destruição irreversível dos alvéolos pulmonares. Esta é uma doença altamente incapacitante, que entre outros problemas provoca uma tosse recorrente capaz de perturbar até o sono e um cansaço permanente que restringe severamente as atividades diárias. Exige medicação crónica, e em casos mais graves pode culminar na necessidade recorrer diariamente a uma botija de oxigénio.

Cutâneos

Para além de prejudicar significativamente o aspeto da pele, que se torna mais baça, enrugada, flácida e com tendência a hiperpigmentar, o tabagismo pode provocar a manifestação ou exacerbar várias doenças cutâneas. Assim, a psoríase, dermatite seborreica ou o lupus eritematoso sistemico podem ver os seus sintomas agravados.

Cancro

O tabaco comporta uma grande quantidade e variedade de compostos carcinogénicos, podendo aumentar a probabilidade de vir a sofrer de qualquer tipo de cancro.

Ainda assim, são frequentemente associados ao tabaco os cancros de:

  • Traqueia
  • Pulmão
  • Orofaringe (inclui a boca, faringe, língua e palato)
  • Esófago
  • Bexiga
  • Leucemia mielóide aguda
  • Cérvix
  • Colorretal
  • Rim e ureter
  • Fígado
  • Pâncreas
  • Estômago

Infertilidade e risco de aborto

O tabagismo pode dificultar a conceção, independentemente de qual dos membros do casal fuma, uma vez que também um homem fumador produz um esperma menos fértil, e mais passível de originar bebés que sofram de deficiência ou malformações.

Adicionalmente, quando a mãe é fumadora, o sucesso da conceção, o bem-estar durante a gravidez e a saúde do bebé podem ser igualmente prejudicados. Podem ocorrer mais frequentemente:

  • Malformações
  • Morte do feto durante a gravidez
  • Bebé microssómico (peso abaixo do normal)
  • Morte súbita do recém-nascido
  • Gravidez ectópica (fora da cavidade uterina)

Osteoporose

O tabagismo tende a reduzir os níveis de estrogénios sanguíneos e a antecipar a menopausa, que é um dos maiores fatores de risco para o desenvolvimento da osteoporose nas mulheres.

Por outro lado, em caso de fratura óssea, um fumador tem maior dificuldade de recuperação.

Digestivas

Há também uma panóplia de distúrbios gastrointestinais associada ao fumo do tabaco.

Pode aumentar a produção de ácido no estômago, e consequentemente o risco de vir a sofrer de azia mas também de úlceras esofágicas, estomacais e duodenais.

No intestino, o tabagismo aumenta a probabilidade de se manifestar a doença de Chron, uma doença inflamatória que causa irritação, diarreia e pode resultar na remoção de porções do intestino. Por ser uma doença potencialmente hereditária, quando há um historial familiar de Chron, o tabaco deve ser evitado. Pelo que no caso de ser fumador, deve tentar deixar de fumar.

Paralelamente, o fígado a vesícula biliar e o pâncreas podem ser afetados, agravando seriamente problemas já existentes, como a cirrose, esteatose hepática não alcoólica, pancreatite ou a litíase biliar.