Profilaxia Pré-Exposição – PrEP

A profilaxia pré-exposição, ou PrEP, como é mais conhecida, é uma estratégia de prevenção do VIH, virus de inmunodeficiencia humana. Esse sistema de tratamento oferece a opção de utilização de um medicamento de prevenção ou a combinação com outros que possam se ajustar às necessidades do usuário, características individuais ou estilo de vida, possibilitando que a pessoa possa manter relações com uma pessoa infectada pelo VIH correndo menos riscos de contrair o vírus.

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O que é a infecção pelo vírus VIH?

O VIH é o vírus da imunodeficiência adquirida, que reduz o sistema imune e permite que doenças oportunistas ataquem o organismo, não conseguindo manter a defesa. Depois de infectado, um indivíduo fica com o vírus no corpo pelo restante de sua vida, já que ainda não foi descoberta uma cura.

O vírus VIH provoca a SIDA que, se não tratada, a SIDA pode levar o indivíduo contaminado à morte por doenças simples, como uma pneumonia, por exemplo. O tratamento PrEP permite ajudar a maior parte das pessoas a evitar a contaminação.

Os estudos e pesquisas levaram a descoberta de medicamentos que minimizam as condições adversas provocadas pelo vírus, embora ainda não haja um meio definitivo para evitar a contaminação, fazendo com que ainda seja uma séria ameaça para a saúde pública.

Estatísticas sobre o vírus VIH:

  • Somente no ano de 2016, pelo menos 1 milhão de pessoas foi levada à morte por doenças relacionadas ao VIH;
  • Ainda no ano de 2016, um número aproximado de 36,7 milhões de pessoas confirmou estar convivendo com o vírus da SIDA;
  • Contaminados pelo vírus VIH, em 2016, são 1,8 milhões de pessoas confirmadas;
  • Desde o início da epidemia provocada pelo VIH, 76,1 milhões de pessoas foram diagnosticadas como soropositivas;
  • Uma media de 35 milhões de pessoas morreu em decorrência de doenças oportunistas relacionadas à SIDA desde o início da epidemia;
  • Em 2016, pelo menos 19,5 milhões de pessoas acessaram a terapia antirretrovial.

Abaixo podemos ver a prevalência do VIH em pessoas adultas em cada parte do mundo. A Africa ainda se trata da parte do mundo com maior prevalência do vírus, no entando, é possível verificar um aumento dos dados em áreas da América Central e América do Sul.

Cerca de 36,7 milhões de pessoas vivem com HIV em todo o mundo.

  • Houve 1,8 milhões de novas infecções por HIV em 2016
  • No mesmo ano, houve 1 milhão de mortes relacionadas à AIDS

Veja no gráfico abaixo a relação entre novas infecções por VIH, pessoas vivendo com VIH e número de mortes causadas pela AIDS a cada ano. Os dados foram coletados entre 1990 e 2015.

Sintomas do HIV

Lembre-se, muitas pessoas que foram recentemente infectadas VIH não tem qualquer sintoma aparente. Pode se passar muitos meses ou até mesmo anos para que se perceba sinais e se tenha um diagnóstico.

Mas quando as pessoas observam sintomas, eles geralmente se desenvolvem dentro de uma a quatro semanas após a infecção do HIV e duram de duas a quatro semanas. Estes sintomas estão associados à defesa natural do sistema imune contra o HIV. Às vezes são referidas como síndrome retroviral aguda (ARS).

Normalmente, as pessoas passam por três, quatro ou mais sintomas ao mesmo tempo. Estes são os mais comumente relatados:

O que é a PrEP?

A profilaxis pré-exposição, ou a PrEP, é uma forma de pessoas que não possuem VIH, mas que estão em risco substancial de contrai-lo se prevenirem contra a infecção pelo VIH. A pílula da PreP (marca Truvada) contém dois medicamentos (tenofovir e emtricitabina) que são utilizados em combinação com outros medicamentos para tratar o VIH. Quando alguém está exposto ao HIV através de uso sexual ou drogas injetáveis, esses medicamentos podem ajudar a evitar que o vírus estabeleça uma infecção permanente.

Quando tomado de forma consistente, a PrEP demonstrou reduzir o risco de infecção pelo HIV em pessoas com alto risco em mais de 90%. A PrEP é menos efetiva se não for tomada de forma consistente.

A PrEP é uma poderosa ferramenta de prevenção do VIH e pode ser combinada com preservativos e outros métodos de prevenção para proporcionar uma proteção ainda maior do que quando usado sozinho. Mas as pessoas que usam a PrEP devem comprometer-se a tomar o medicamento todos os dias e ver seu médico para acompanhamento a cada 3 meses.

Grupos de risco de HIV:

Pessoas que pertencem a populações de risco são pessoas que, por uma razão ou outra, são mais vulneráveis ​​à infecção pelo VIH

Isso pode ser porque eles se envolvem em comportamentos de alto risco, como drogas injetáveis, ou porque são marginalizados pela sociedade e têm medo de acessar serviços de apoio a pessoas com VIH.

Uma resposta efetiva à epidemia de VIH exige que esses grupos sejam alvo de programas de prevenção do VIH com informações e serviços específicos para eles.

Homens que fazem sexo com homens 

Os atos homossexuais são ilegais em mais de um terço do mundo, impedindo homens que fazem sexo com homens a o fazerem de maneira segura. 

Pessoas que injetam drogas 

14% de todas as pessoas que ingerem drogas vivem com VIH. As pessoas que injetam drogas normalmente não tem acesso a programas de redução de danos.

Trabalhadores sexuais

Os profissionais do sexo são 12 vezes mais propensos a viver com VIH do que o resto da população em geral e normalmente não procuram apoio de centros médicos. 

Presidiários

O encarceramento aumenta a vulnerabilidade ao VIH, especialmente quando os prisioneiros praticam comportamentos de alto risco como drogas injetáveis.

Pessoas transgêneras

Ser transgênero é fortemente associado ao estigma e à discriminação. As pessoas transgêneros também não têm acesso a serviços adaptados ao VIH.

Mulheres e meninas

As mulheres são muitas vezes vulneráveis ​​ao VIH devido a relações de gênero desiguais que afetam sua capacidade de negociar o uso do preservativo.

Crianças

160.000 crianças foram infectadas com o VIH em 2016, a maioria das quais foram de mãe para filho durante a gravidez ou a amamentação.

Jovens e adolescentes

Os jovens são uma prioridade para as mensagens de prevenção do VIH porque é mais eficaz mudar o comportamento antes da estréia sexual.

Como funciona a PrEP?

A PrEP tem o mesmo objetivo que uma vacina, levando em consideração que impede que um vírus infecte o corpo, apesar de estar exposto a ele, mas a maneira de uso é completamente diferente. Embora uma vacina seja frequentemente administrada uma vez e pode proteger o corpo por vários anos, a PrEP é uma pílula que deve ser tomada todos os dias para proteger adequadamente contra a contaminação de VIH.

A PrEP consiste em dois medicamentos (tenofovir e emtricitabina) que trabalham para impedir o VIH de se multiplicar dentro do corpo depois que o indivíduo foi exposto a ele, através de relações sexuais ou compartilhando agulhas. Como o vírus não está se espalhando, ele não pode infectar o organismo de forma completa e permanente com VIH.

Para que a PrEP seja efetiva, as pessoas em risco de contaminação pelo VIH devem tomar a pílula oral da PrEP todos os dias. Tomar a PrEP todos os dias garante que haja uma presença constante da medicação na corrente sanguínea. É semelhante à forma como as pílulas contraceptivas precisam ser tomadas todos os dias para que as hormonas adequados estejam sempre presentes para prevenir a gravidez.

A PrEP é notavelmente eficaz quando tomada de forma consistente. Pode reduzir o risco de contrair o VIH através do sexo em mais de 90% dos casos, e obter o VIH através de agulhas compartilhadas em mais de 70% dos casos. No entanto, os médicos ainda recomendam o uso de um preservativo em todas as relações sexuais para proteção máxima contra o VIH e para se proteger contra outras DSTs.

Profilaxia Pré-Exposição é indicada em quais casos?

A PrEP é indicada para pessoas que ainda não foram contaminadas pelo vírus VIH, mas que são suscetíveis em razão de seu estilo de vida. Tomar os medicamentos pode evitar que a pessoa venha a contrair a doença.

Alguns grupos são mais suscetíveis a essa contaminação mencionadas anteriormente nos grupos de risco, como no caso dos seguintes:

  • Pessoas que mantém relações com mais de um parceiro sexual;
  • Quem não utiliza regularmente preservativos em seus relacionamentos;
  • Pessoas que estão mantendo relacionamento permanente com parceiros infectados pelo VIH;
  • Indivíduos que não têm certeza sobre sua condição de VIH nos relacionamentos ou no compartilhamento de agulhas para uso de drogas;
  • Pessoas cujos parceiros sexuais foram diagnosticados com infecções sexualmente transmissíveis nos últimos 6 meses;
  • Pessoas que tenham injetado drogas nos últimos 6 meses, com compartilhamento de agulhas;
  • Pessoas cujos parceiros sexuais tenham injetado drogas nos últimos 6 meses.

A Profilaxia Pré-Exposição pode substituir um preservativo?

A PrEP não substitui o uso de preservativo. Quando uma pessoa mantém relações sexuais sem preservativo, a PrEP permite reduzir de forma mais segura as possibilidades de ser contaminada pelo VIH, embora não proteja contra qualquer outro tipo de infecção sexualmente transmissível, como sífilis, gonorreia ou clamídia.

Mesmo que as pesquisas tenham demonstrado que é possível reduzir em mais de 90% as chances de contaminação, para pessoas que tomam diariamente os comprimidos de Truvada, o indivíduo ainda corre o risco se não fizer sexo protegido.

A forma mais segura de manter relações sexuais, principalmente quando se trata de parceiro não permanente, é fazer uso de preservativos, além de passar por exames de saúde sexual periodicamente.

A PrEP deve ser vista apenas como mais um método para prevenir o contágio com o vírus da SIDA, principalmente em pessoas que pertencem a grupos de maior risco.

Qual é a eficácia da Profilaxia Pré-Exposição?

A eficácia da PrEP, como constatado nos estudos clínicos e laboratoriais, está entre 92 e 99% em indivíduos com VIH negativo que tomam todos os dias os comprimidos de Truvada. Quando uma dose diária é perdida, os níveis do medicamento no organismo naturalmente são reduzidos.

Contudo para quem segue criteriosamente as recomendações, os riscos são bem menores, conseguindo maior proteção contra o VIH.

O iPrEx – Iniciativa da Profilaxia Pré-Exposição, estudo realizado para definir a eficácia do PrEP, através da análise de dados de participantes do programa, chegou às seguintes conclusões:

  • Participantes que tomaram 7 comprimidos PrEP por semana tiveram um nível estimado de proteção de 99%;
  • Integrantes que tomaram 4 comprimidos por semana, tiveram o nível de proteção em até 96%;
  • Participantes que tomaram pelo menos 2 comprimidos PrEP por semana tiveram um nível estimado de proteção de 76%.

O iPrEx não possui informações suficientes para oferecer orientações de tempo específicas para o uso não diário dos comprimidos PrEP, de maneira que é preciso seguir as recomendações da FDA, usando o medicamento todos os dias para garantir maior nível de proteção.

Em quanto tempo os medicamentos PrEP começam a agir?

Para que os níveis de proteção do organismo se tornem eficazes é necessário pelo menos uma semana (7 dias) de uso contínuo do Truvada.

Os medicamentos só apresentam proteção suficiente se forem tomados regularmente, todos os dias, sete vezes por semana. Existem alguns estudos avaliando outras dosagens, mas a recomendação da FDA é que, enquanto não forem determinados outros parâmetros, o medicamento seja usado diariamente.

O que o usuário do PrEP deve fazer se deixar de tomar uma dose?

O Truvada deve ser tomado todos os dias, mantendo os níveis dos princípios ativos elevados no organismo para impedir a infecção pelo vírus VIH.

Contudo, se a pessoa perder uma dose, deve tomar o comprimido assim que se lembrar, evitando tomar uma dose dupla. Quando o participante perder mais de uma dose na semana, é aconselhável conversar com seu médico.

A PrEP pode causar efeitos secundários?

Os efeitos colaterais comuns de Truvada incluem:

  • náusea,
  • vômito,
  • dor de estômago,
  • diarréia,
  • dor de cabeça,
  • tontura,
  • depressão,
  • dor nas articulações,
  • problemas para dormir,
  • sonhos estranhos,
  • dor nas costas,
  • prurido ou erupção cutânea,
  • muda a cor da pele nas palmas das mãos ou nas plantas dos pés, ou
    mudanças na forma ou localização da gordura corporal (especialmente nos braços, pernas, rosto, pescoço, seios e cintura).


Informe o seu médico se tiver efeitos colaterais graves de Truvada, incluindo:

  • Alterações mentais / de humor (como depressão, ansiedade),
  • perda de apetite,
  • dor abdominal ou abdominal,
  • urina cor-de-rosa ou sangrenta, ou
  • alterações na quantidade de urina.

Análise custo-efetividade na prevenção do VIH

A SIDA é um espectro que assombra a humanidade há mais de 30 anos e os programas de saúde e prevenção não conseguiram ainda reduzir de maneira efetiva o número de novas infecções pelo vírus VIH.

Mesmo com todas as campanhas, pelo menos 7 mil pessoas estão sendo contaminadas todos os dias e a falta de provas mais convincentes sobre o custo-efetividade da prevenção é uma das razões pelas quais a implementação de programas efetivos não esteja ocorrendo em escala suficiente.

A razão para isso é que não existem informações disponíveis para analisar o custo-efetividade de qualquer operação preventiva, como vigilância, abstinência, educação escolar, prevenção de intervenções positivas e estruturais ou precauções universais.

Programas preventivos devem ter informações efetivas para que se possa tomar decisões com relação à SIDA. Até hoje, depois de mais de 30 anos do início da epidemia da doença, com bilhões e bilhões de dólares consumidos em estudos, pesquisas e programas preventivos, percebe-se a necessidade de fazer muito mais para que as pessoas possam se prevenir eficazmente com relação ao vírus VIH.

Fontes: