Terapia de Hormonal de Substituição (THS) para tratamento da Menopausa

Terapia hormonal de substituição

Dr Stamatios PoupalosClínico Geral

A Terapia de Reposição Hormonal (TRH), ou Terapia Hormonal de Substituição (THS), é o tratamento mais indicado para mulheres para reduzir os sintomas da menopausa.

Com o avançar da idade, o organismo feminino passa a produzir menos estrogénio, a principal hormona feminina, impedindo que o ovário possa produzir óvulos. Nesta fase, os ciclos menstruais tornam-se irregulares ou são interrompidos de forma permanente.

A baixa quantidade de estrogénio no organismo provoca diversos sintomas, como alterações de humor, ondas de calor, secura vaginal e suores noturnos. Quando a mulher faz um tratamento de reposição hormonal, consegue reduzir todos os sintomas desagradáveis que acompanham a menopausa, permitindo com que o seu corpo volte a funcionar normalmente.

Tratamento Disponível Terapia Hormonal de Substituição
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O que é a menopausa?

A menopausa é uma fase muito marcante, porém natural, para as mulheres a partir dos 40 anos. É o momento em que a mulher está no fim da sua idade reprodutiva, quando os óvulos deixam de ser produzidos, trazendo alterações bastante significativas na produção de hormonas e possíveis desenvolvimento ou agravamento de doenças.

O que se conhece popularmente por menopausa é, na verdade, a última menstruação da mulher, quando os ciclos menstruais e de ovulação deixam de ocorrer por completo. Apenas se considera como menopausa, se a mulher permanece um ano sem menstruar. Se fluxos menstruais surgirem ocasionalmente durante esse tempo, não é possível, ainda, considerar a mulher como estando a entrar na fase da menopausa propriamente dita.

O início da menopausa pode variar e depende do organismo de cada mulher. Normalmente, a fase acontece entre os 45 e os 55 anos, podendo ocorrer antes mesmo dessa faixa etária, seja de maneira espontânea ou cirúrgica. A menopausa cirúrgica acontece depois da retirada dos ovários ou do útero e pode suceder em qualquer idade; já a menopausa denominada como tardia desenvolve-se em mulheres acima de 55 anos.

Fases da Menopausa

Como explicado anteriormente, a menopausa é caracterizada pela última menstruação, marcando o final da fertilidade feminina. É nesse momento em que se inicia o climatério, um período de transição, quando o organismo deixa de produzir, de maneira gradual, as hormonas femininas - estrogénio e progesterona.

Os ovários, na menopausa, deixam de ter a função de reprodução, levando a mulher a passar por três fases diferentes: a pré-menopausa, a menopausa e a pós-menopausa. Como mencionado acima, todas essas etapas são conhecidas como climatério.

O período que se compreende desde a pré-menopausa até o primeiro ano depois da menopausa é chamado de perimenopausa.

A mulher começa a sentir diferenças no organismo, passando por desconfortos que são considerados como os sintomas da menopausa, exigindo um acompanhamento mais cuidadoso por parte do ginecologista.

A ausência ou a redução do estrogénio e da progesterona oferece como consequências alterações no humor, redução da libido, secura vaginal e outros problemas que começam com a pré-menopausa.

A vida fértil da mulher chega ao final, passando da menarca, ou primeira menstruação, pelo tempo de sua vida fértil normal até chegar à pré-menopausa, que acontece nos anos anteriores à menopausa, podendo durar de 3 a 7 anos. 

Quais são as causas da menopausa?

A menopausa é uma processo natural do organismo feminino e é causada pelas mudanças hormonais que ocorrem na mulher ao longo da vida. Essas mudanças são caracterizadas pelo envelhecimento dos folículos ovarianos, que são responsáveis pela produção das hormonas sexuais femininas, o estrogénio e a progesterona. O envelhecimento dos folículos ováricos é um processo que começa em torno dos 35 anos e que se estende até o momento em que o corpo da mulher deixa de ovular e produzir o estrogénio e a progesterona.

A idade é considerada como um parâmetro para a menopausa, embora existam muitas variações. Algumas mulheres podem começar a pré-menopausa aos 30 anos, enquanto outras podem chegar até os 60 anos sem nenhum ou com poucos sintomas de alteração hormonal. Contudo, a regra geral é que a última menstruação aconteça entre os 45 e os 55 anos de idade.

Existem alguns fatores determinantes que podem influenciar a idade na qual a mulher entra na menopausa:

  • Padrões genéticos
  • Tabagismo, que costuma adiantar a menopausa em pelo menos 2 anos;
  • Gravidez, ou seja, mulheres que não engravidam podem entrar na menopausa mais cedo;
  • Doenças crónicas, como tratamentos contra o cancro, que podem provocar a menopausa precoce.
Causas da menopausa

Sintomas da menopausa

Mesmo não havendo uma data pré-estabelecida para o começo do climatério, ou seja, para o período de chegada da menopausa, a mulher começa a sentir algumas alterações orgânicas, como a intensidade e a duração do fluxo menstrual, que diminui e se torna mais espaçado, até o momento em que para definitivamente.

Durante essa fase, é comum surgirem os sintomas físicos e comportamentais característicos da menopausa, como, por exemplo:

  • Suspensão ou atrasos constantes na menstruação;
  • Ressecamento vaginal, perdendo a lubrificação natural;
  • Ondas de calor e suores noturnos;
  • Insónia;
  • Redução da libido, com diminuição do desejo sexual;
  • Redução da atenção e da memória;
  • Desenvolvimento de osteoporose, com perda de massa óssea;
  • Aumento do risco de doenças cardiovasculares;
  • Alterações na distribuição da gordura corporal;
  • Depressão.

Durante a menopausa, é importante que a mulher faça consultas regulares com profissionais de saúde, além do seu próprio ginecologista, procurando, principalmente, um cardiologista e um psicólogo, se necessário.

Devido à desaceleração do metabolismo provocado pela idade, a mulher pode ter ganho de peso, aumento dos níveis de colesterol e, em consequência, também da tensão arterial.

Para evitar esses sintomas, é necessário consultar um cardiologista pelo menos uma vez por ano. Assim, a mulher pode ser orientada com relação a atividades físicas adequadas. Nos casos de depressão e de baixa autoestima, o profissional mais indicado para oferecer ajuda à superação dessa fase é o psicólogo.

Sintomas da Menopausa

Complicações da menopausa

Durante a menopausa, podem ocorrer algumas complicações de saúde, afetando mais seriamente a vida da mulher, como, entre outros:

  • Infecções urinárias;
  • Problemas e dores nas articulações;
  • Pele mais seca;
  • Queda de cabelos;
  • Unhas mais fracas;
  • Cansaço;
  • Aumento de peso;
  • Dores nos seios;
  • Enxaqueca;
  • Aumento dos batimentos cardíacos;
  • Pelos no rosto;
  • Inchaço no abdómen;
  • Constipação;
  • Tendência ao desenvolvimento de osteoporose.

O que devo fazer se enfrentar problemas com a menopausa?

Para enfrentar com mais tranquilidade os problemas da menopausa, a mulher deve procurar sempre o seu ginecologista, não se baseando apenas na sua idade.

É necessário observar todos os sintomas e, se começar a ter alterações na menstruação, nos estados de humor e passar a sentir suores noturnos ou ondas de calor, sugere-se relatá-los ao médico, discutindo todas as opções para reduzir os sintomas e o mal-estar provocado pela menopausa.

Prevenção dos Sintomas da Menopausa

Os sintomas da menopausa podem ser minimizados com alguns cuidados, que devem ser tomados pela mulher, muito antes do período em que os sintomas comecem a aparecer:

  • Evitar substâncias estimulantes, como café, álcool, chocolate e comidas apimentadas, que possam gerar suores noturnos e ondas de calor. O álcool e a cafeína são substâncias diuréticas, que podem aumentar a desidratação do organismo e contribuir para o aumento dos sintomas;
  • Consumir maior quantidade de cálcio todos os dias, que pode ser obtido através de alimentos ricos com esse mineral, como brócolis, legumes, derivados do leite e peixes de água salgada, principalmente o salmão e a sardinha;
  • Consumir alimentos ricos em ferro, que podem ser encontrados em carnes vermelhas magras, em frango sem pele, peixes, ovos, nozes e vegetais de cor verde escura;
  • Consumir alimentos com fibras, como frutas e vegetais frescos, por conterem estrogênios vegetais mais suaves do que os presentes no organismo feminino ou do que os sintéticos;
  • Incluir na alimentação boas fontes de fibras integrais, como pães, cereais, macarrão e arroz;
  • Consumir soja, por conter estrogénios minerais chamados de isoflavonas, que podem reduzir os sintomas da menopausa;
  • Incluir alimentos que contenham triptofano, se apresentar alterações no humor. Esses alimentos incluem carne de peru, aveia, legumes e ricota, que ajudam o cérebro a produzir serotonina, o hormônio que ajuda a moderar o humor e a controlar o sono e o apetite;
  • Limitar a ingestão de açúcar e não saltar refeições durante o dia; além de beber água suficiente para manter o corpo bem hidratado o dia todo.

Quem ingere uma quantidade maior de água por dia, normalmente, apresenta menos ondas de calor, com menos frequência e menos severidade. A hidratação também pode ajudar a reduzir e suavizar as alterações de humor e os sintomas de ansiedade.

Além dessas alterações no cardápio, a mulher deve fazer exercícios regularmente. Os exercícios diários ajudam a manter a boa saúde, principalmente, quando a mulher chega na idade da menopausa.

Além disso, fazer exercícios também contribui para reduzir o peso e eliminar as possibilidades de diversos tipos de cancro, de osteoporose e do diabetes tipo 2, sendo também uma forma eficiente para reduzir o estresse e melhorar o bom humor. Ao praticar exercícios, o organismo libera endorfinas, substâncias químicas ligadas à sensação de prazer, atuando como analgésico.

Tratamentos Para a Menopausa

Os medicamentos de prescrição médica podem auxiliar no alívio dos sintomas causados pela menopausa, como, por exemplo, os calorões, os distúrbios do sono e as alterações emocionais. É importante salientar, no entanto, que a terapia de reposição hormonal pode gerar alguns efeitos colaterais. Ainda que as dosagens sejam gentilmente formuladas para corresponder às necessidades do organismo feminino, este pode encontrar-se sensível e sofrer reações adversas. É por isso que existem diferentes formas de reposição hormonal de prescrição médica, com diferentes dosagens.

A terapia de reposição hormonal pode ser feita através de comprimidos (via oral), injeções intramusculares, adesivos (reposição transdérmica), cremes e óvulos vaginais, spray (via nasal), géis e implantes. Os tratamentos de prescrição médica mais comuns, incluem:

  • Evorel (estradiol)
  • Evorel Sequi and Evorel Conti (estradiol e progesterona)
  • Elleste Solo and Solo MX (somente estradiol)
  • Elleste Duet and Duet Conti (estradiol e progesterona)
  • Livial (Tibolon)
  • Premarin (conjugado de Estrogênio somente)
  • Climopax (conjugado de estrogênio e progesterona)

Como funciona a terapia hormonal de substituição?

A redução da produção de estrogénio e de progesterona que ocorre com a chegada da menopausa leva ao desenvolvimento de todos os sintomas desagradáveis, como alterações do humor, secura vaginal e ondas de calor.

Os medicamentos de reposição de hormonas suplementam o organismo da mulher com estrogénio, substituindo sua perda e ajudando a reduzir todos os sintomas da menopausa.

Que tipos de terapia hormonal de substituição existem?

A terapia hormonal de substituição é dividida em três categorias: a THS com estrogénio, a THS contínua combinada e a THS cíclica.

A terapia hormonal de substituição com estrogénio é indicada para mulheres que não passaram pela histerectomia, não havendo necessidade de progesterona adicional, uma vez que não correm o risco de cancro de útero. A THS com estrogénio deve ser feito diariamente.

Na terapia hormonal de substituição com estrogénio e progesterona, a indicação é para mulheres que não fizeram histerectomia, embora se encontrem na pós-menopausa, ou seja, desde que não tenham tido ciclos menstruais durante os últimos 12 meses. Como os suplementos de estrogénio podem provocar cancro no útero, é necessário que a mulher também ingira progesterona para proteger o revestimento do útero. A terapia deve ser feita diariamente, sem pausa.

A terapia hormonal de substituição cíclica é indicada para mulheres que não fizeram histerectomia e que ainda mantenham os seus ciclos menstruais, apresentando já os sintomas da menopausa. Este tipo de terapia pode ser indicado de duas maneiras:

  • Para mulheres com ciclos regulares, o estrogénio deve ser tomado todos os dias, adicionando-se progesterona no final do ciclo, durante 14 dias;
  • Para mulheres com ciclos irregulares, o estrogénio deve ser tomado todos os dias, enquanto que a progesterona deve ser usada durante 14 dias, a cada 3 meses.

Quando devo começar a THS? Quais são os benefícios da terapia de reposição hormonal?

A terapia de reposição hormonal deve ter início quando começa a menopausa, devendo o tratamento ser acompanhado pelo ginecologista, uma vez que não são todas as mulheres que precisem da THS. Em média, as mulheres entram na menopausa a partir dos 52 anos. No entanto, existem mulheres que entram na menopausa entre os 40 ou 50 anos.

O principal benefício da terapia de reposição hormonal é aliviar os sintomas associados à menopausa, fornecendo hormonas que não estão a ser produzidas.

Os níveis reduzidos de estrogénio na menopausa podem levar ao desenvolvimento da osteoporose, com o enfraquecimento dos ossos e o aumento os riscos de fraturas e quedas.

Os suplementos hormonais femininos ajudam a manter a força óssea. Além disso, a terapia de reposição hormonal também pode ser usada como tratamento de prevenção da osteoporose, mesmo para mulheres que não estejam na menopausa, que tenham este tipo de problema e que não obtiveram resultados com outros tratamentos.

Fontes: